Contexto

A COVID-19 é uma doença viral infecciosa que se tornou uma epidemia (propagou-se pelo seu país) e é agora uma pandemia (propagou–se por vários países).

A sua estação de rádio pode prestar um papel crucial. Você pode ajudar os seus ouvintes a manterem-se seguros, e pode ajudá-los a evitar a propagação desta doença!

Numa altura em que reuniões presenciais em grupo não são seguras, a sua estação pode ser o fórum essencial para discussão e apoio relacionados a COVID-19 no seu local .

Pense nisso:

  • A transmissão é feita na língua local.
  • Você conquistou o respeito dos seus ouvintes ao longo dos anos devido à sua programação fiável e factual.
  • Você proporciona regularmente aos ouvintes uma oportunidade de expressarem as suas preocupações no ar.

Nenhuma organização está melhor posicionada para prestar este serviço essencial neste momento!

Este guião irá ajudá-lo a produzir e transmitir programas de rádio eficazes para uma melhor gestão da COVID-19 na sua região. Isso irá também conectá-lo a organizações que o podem ajudar. Este guião aborda:

  1. O que é a COVID-19? A quem ela afecta? Como é que se propaga? Quem é mais afectado (ou vulnerável) durante a pandemia?
  2. Quais são as directrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) e nacionais para a gestão da COVID-19?
  3. Dar prioridade às vozes e preocupações das mulheres.
  4. Quais são os seis objectivos de uma programação eficaz contra a COVID-19?
  5. Que desafios a sua estação de rádio pode enfrentar?
  6. Como é que se começa?

Você encontrará os seguintes apêndices:

  • Apêndice 1: Onde podemos obter mais ajuda da Farm Radio International e de outras fontes para fazer uma programação eficaz contra a COVID-19?
  • Apêndice 2: Exemplos de elementos e itens de programação que reflectem os seis objectivos de uma programação eficaz contra a COVID-19.
  • Apêndice 3: Modelo de roteiro para um episódio de um programa sobre a COVID-19.

Detalhes

1. O que é a COVID-19?

A COVID-19 é uma doença infecciosa causada por um vírus. Os sintomas mais comuns incluem febre, dificuldade ao respirar, cansaço, e tosse seca. Muitas pessoas infectadas não têm sintomas e não se sentem doentes. A maioria das pessoas recupera-se sem um tratamento especial. No entanto, muitas ficam gravemente doentes, e uma pequena percentagem de pessoas infectadas morre.

A quem a COVID-19 afecta?

Qualquer pessoa pode contrair a COVID-19. Os idosos e as pessoas com problemas de saúde, tais como problemas cardíacos, diabetes, ou tensão arterial alta, são mais susceptíveis a ficar gravemente doentes. No entanto, a COVID-19 também infecta pessoas mais jovens. Todas as pessoas com febre, tosse, ou dificuldade ao respirar devem manter-se afastadas de outras pessoas, monitorar cuidadosamente os seus sintomas, descansar, e comer alimentos saudáveis.
Crianças e jovens podem ser infectados assim como qualquer outra faixa etária, contudo eles têm menor probabilidade de ficar gravemente doentes. Eles também podem propagar a doença.

Como é que a COVID-19 se propaga?

A doença é altamente contagiosa! Ela propaga-se de três maneiras:

  • quando uma pessoa infectada tosse, espirra, fala, grita ou canta, e a sua saliva carregada de vírus entra em contacto com a boca, nariz ou olhos de uma pessoa que esteja próxima. Note-se que estudos científicos demonstraram que a saliva viaja normalmente 1 metro ou menos, entretanto pode viajar até 2 metros. Esta é a principal via de infecção para o vírus da COVID-19.
  • quando pequenas manchas do vírus são transportadas pelo ar e entram em contacto com a boca, nariz, ou olhos de alguém.
  • quando a saliva de uma pessoa infectada cai sobre uma superfície (por exemplo, alimentos, ferramentas, mobiliário, vestuário) que mais tarde é tocada por outra pessoa que depois toca na sua boca, nariz ou olhos.

Para mais informações, vide Coronavirus disease (COVID-19): How is it transmitted?( Em inglês)

Muitas pessoas que têm a doença não apresentam sintomas e continuam com a sua vida diária e interacções com outras pessoas. Você pode ter o vírus e não estar doente! Mas ainda assim pode transmitir o vírus a outras pessoas. É por isso que é especialmente importante que todos sigam as directrizes nacionais de saúde para acabar com a COVID-19.

Até agora não existe cura médica para a COVID-19, embora existam alguns medicamentos que reduzem os sintomas e reduzem a possibilidade de morrer. Se os sintomas piorarem, uma pessoa deve contactar um centro médico que trate pessoas com COVID-19.

Desde Fevereiro de 2021, várias vacinas foram aprovadas em vários países, e outras estão a ser desenvolvidas. É provável que estas estejam amplamente disponíveis nos próximos meses ou alguns anos, embora a distribuição para as zonas rurais possa ser mais lenta. Contudo, independentemente dos progressos na vacinação da população, continuará a ser necessário tomar precauções como o distanciamento social e o uso de máscaras durante alguns meses ou mesmo mais.

2. Quais são as directrizes sanitárias da Organização Mundial da Saúde (OMS) e nacionais?

As directrizes sanitárias são actividades que todos deviam ou devem praticar para se manterem seguros e para impedir a propagação da COVID-19. Uma vez que o impacto do vírus na comunidade muda com o tempo, as directrizes sanitárias podem também mudar um pouco com o tempo.

Algumas directrizes são criadas por organizações internacionais de saúde, e outras por organizações nacionais ou sub-nacionais. Algumas têm a força da lei; outras são simplesmente recomendações.

As seguintes directrizes são adaptadas das directrizes das Organizações Mundiais de Saúde. Há um acordo generalizado sobre as seguintes práticas preventivas gerais.

Em casa

  • Ficar em casa o máximo possível.
  • Tossir ou espirrar para dentro do cotovelo dobrado ou um papel higiénico.
  • Lavar as mãos com água e sabão frequentemente (muitas vezes ao dia). Note-se que se não houver sabão para comprar, o sabão caseiro é aceitável. Se não houver sabão disponível, pode-se esfregar vigorosamente as mãos em água corrente. Mas faz-se isto apenas como um último recurso - usar o sabão é sempre mais eficaz.
  • Lavar regularmente quaisquer superfícies que as pessoas na sua casa toquem.
  • Evitar tocar na boca, nariz e olhos.
  • Não convidar outras pessoas além da sua família directa para a sua casa.
  • Se alguém entrar em sua casa, use uma máscara e mantenha-se a 1-2 metros de distância.
  • Se um membro da família tiver febre, tosse, ou dificuldade em respirar, mantenha-o em casa e procure cuidados médicos onde estiverem disponíveis. Se alguém da sua família estiver infectado ou tiver sintomas de infecção pela COVID-19, recomenda-se que todos os membros dessa família fiquem em casa.
  • Se estiver a cuidar de uma pessoa doente, use luvas, uma máscara, e lave as mãos frequentemente. Evite tocar no seu rosto.

Cuidando de crianças

  • Encorajar as crianças a lavar as mãos regularmente. Instruir as crianças a não tocarem nos seus rostos. Assegurar que as crianças lavem as mãos antes de comer.
  • As crianças podem brincar livremente com outras crianças e adultos na sua casa.
  • Se as crianças tiverem sido expostas a alguém com o coronavírus ou se apresentarem sintomas, devem seguir a mesma orientação sobre auto-quarentena e auto-isolamento que os adultos. É particularmente importante que as crianças evitem o contacto com pessoas mais velhas e outras que estejam em risco de ficar gravemente doentes.

Na comunidade

  • Usar uma máscara apropriada ou outra cobertura facial que cubra a boca e o nariz.
  • Manter uma distância de pelo menos 1 a 2 metros das outras pessoas.
  • Lavar as mãos imediatamente após a compra de bens no mercado, e ao regressar a casa.
  • Evitar saudações tradicionais que envolvam contacto físico como abraços, apertos de mão e beijos. (Em vez disso, abanar a mão, usar um aceno, uma vénia, ou simplesmente palavras).
  • Evitar todas as reuniões em lugares fechados.
  • Em reuniões ao ar livre (encontros ou cultos religiosos, reuniões de organizações de mulheres, reuniões de organizações de agricultores, etc.), certifique-se de que todos têm uma máscara ou outra cobertura facial, e certifique-se de que as pessoas estão espaçadas de 1 a 2 metros de distância.
  • Sempre que possível, encoraje os seus filhos a permanecerem 2 metros afastados dos amigos quando brincam e a brincarem ao ar livre.
  • Encorajar as crianças a lavar as mãos regularmente. Instruir as crianças a não tocarem nos seus rostos. Assegurar que as crianças lavem as mãos antes de comer.

Estas são directrizes gerais. No seu país, o governo nacional emitirá um conjunto de directrizes nacionais de saúde a serem seguidas pelos seus cidadãos e organizações. Outros níveis de governo (por exemplo, regiões, estados, províncias e comunas) poderão também emitir directrizes. É essencial que a sua estação de rádio promova as directrizes fornecidas pelo seu governo.Tenha em mente que as directrizes devem ser consideradas como um mínimo: indivíduos, organizações, empresas podem querer adoptar práticas mais protectoras.

* Lembre-se também que, porque uma percentagem significativa de pessoas infectadas pela COVID-19 não apresentam sintomas, é importante seguir-se estas directrizes, quer os indivíduos apresentem ou não sinais de infecção.

3. Dar prioridade às vozes e preocupações das mulheres

Toda a programação da COVID-19 deve colocar as vozes e preocupações das mulheres no centro. As mulheres desempenham tradicionalmente um grande número de papéis na família e na comunidade: estabelecem os padrões de saúde em casa, são as principais compradoras e vendedoras nos mercados alimentares, cuidam dos doentes em casa, e são as principais trabalhadoras da linha da frente nos centros de saúde que tratam os doentes da COVID-19. Os seus esforços devem ser reconhecidos e apoiados, e os homens e rapazes devem ser encorajados a contribuir mais para as tarefas familiares e comunitárias. A sua estação deve também encorajar as autoridades locais a envolver as mulheres em cada etapa da tomada de decisões sobre como lidar com os desafios relacionados com a COVID na sua área de radiodifusão.

Partilhar mensagens que reforçam os comportamentos positivos que mantêm as crianças e as mulheres seguras nas suas casas. Por exemplo, mulheres e crianças podem sofrer significativamente mais violência doméstica durante uma crise de saúde como a COVID-19. Como as medidas de saúde pública relacionadas com a COVID-19 causam o "encerramento" das comunidades, aumentando tanto o stress económico como psicológico, a violência no lar pode aumentar. Mecanismos e estruturas de apoio e informação, tais como escolas, conselheiros e grupos comunitários, são mais necessários do que nunca, mas podem ser perturbados pela pandemia. A sua estação pode partilhar informações sobre apoios, tais como linhas telefónicas/linhas de apoio a mulheres, bem como serviços que forneçam apoio aos pais/educadores, incluindo orientação sobre como denunciar suspeitas de violência, incluindo violência baseada no género.

4. Os seis objectivos de uma programação eficaz contra a COVID-19

Existem seis objectivos da programação eficaz para a COVID-19. Eles devem ser cobertos em cada episódio do seu programa diário ou semanal sobre a COVID-19.

Objectivo 1) Fornecer notícias precisas sobre a situação da COVID-19 na sua área local e no seu país. Isto inclui a promoção de programas governamentais que apoiam indivíduos ou empresas durante a COVID. Tais programas oferecem apoio tanto directo como indirecto. Para obter exemplos, consulte o Apêndice 2.

Objectivo 2) Corrigir notícias falsas, boatos, e outras informações erradas.(Ver Desafio #3 abaixo)

Objectivo 3) Transmitir e clarificar repetidamente as orientações sanitárias, na língua dos seus ouvintes. Divulgar meios alternativos de protecção quando, por exemplo,for difícil encontrar sabão para lavar as mãos, ou quando o distanciamento social for difícil.

Objectivo 4) Providenciar aos líderes locais uma oportunidade de mostrar liderança nos esforços para ajudar a parar a propagação da COVID-19.

Objectivo 5) Dar aos ouvintes a oportunidade de falar das suas preocupações sobre a adopção das directrizes - e fazer com que essas preocupações sejam tratadas por funcionários competentes, peritos em saúde, e outros ouvintes.

Objectivo 6) Apoiar os ouvintes e as organizações enquanto trabalham para superar os desafios e adoptar as directrizes sanitárias.

5. Que desafios a sua estação de rádio pode enfrentar?

A produção e difusão da programação sobre COVID-19 não será fácil nem simples. Mas é um serviço crucial, e a longo prazo, irá aumentar o respeito que os seus ouvintes - e a sua comunidade - têm pela sua estação. Aqui estão alguns dos desafios para os quais precisa de estar preparado.

Desafio 1) Recursos: Poderá ter de redistribuir alguns dos recursos e tempo de antena da estação que são actualmente utilizados para outros programas. Assim, é importante que todos concordem que a programação sobre a COVID-19 é um serviço prioritário para a estação fornecer. A sua estação poderá também perder pessoal devido a encerramentos, e poderá perder transmissão devido a cortes de energia e perder temporariamente a capacidade de transmitir o seu programa.

Desafio 2) Promoção e interpretação das directrizes governamentais: Se o seu governo tem um plano nacional abrangente para combater a COVID-19, a tarefa da sua estação de rádio é ajudar a implementar esse plano. Isto envolve principalmente:

  • fornecer informações claras sobre as directrizes nacionais em matéria de saúde, e
  • apoiar os seus ouvintes à medida que implementam essas directrizes nacionais em matéria de saúde.

Isto não significa que não possa interpretar como as directrizes podem ser melhor implementadas na sua área de audiência. Dois exemplos:

Uma orientação nacional pode exigir que todos esfreguem as mãos muitas vezes ao dia com água e sabão. No entanto, o sabão pode estar em muito pouca quantidade em parte da sua área de audiência. Encontre pessoas que possam falar sobre onde obter sabão. Pode também encontrar pessoas (incluindo autoridades sanitárias) que podem falar sobre como fazer sabão, como fazer uma estação pública de lavagem das mãos, e também sobre alternativas eficazes a esfregar as mãos com água e sabão. Se o acesso à água for um problema, entrevistar pessoas (incluindo autoridades sanitárias) que possam falar sobre este assunto, bem como sobre como seguir as directrizes sanitárias sem ter acesso a água limpa.

Uma orientação nacional pode dizer que todos deveriam usar uma máscara enquanto estiverem perto de outras pessoas. No entanto, pode não haver máscaras disponíveis nas lojas ou mercados em partes da sua área de difusão. Encontre pessoas que saibam onde obter máscaras, e também como fazer máscaras eficazes.

Desafio 3) Lidar com boatos e desinformação: Há sites e organizações e indivíduos que dizem que a COVID-19 é um embuste. Há também muitos mitos sobre como o vírus se propaga. Os cientistas confirmam esmagadormente que a COVID-19 é uma doença altamente contagiosa que pode destruir vidas e economias. O pessoal da estação, contudo, pode ter de lidar com a resistência e hostilidade dos cidadãos que acreditam que a COVID-19 é um embuste. Assegure-se de que a sua estação apoia e defende o seu pessoal enquanto ele promove as directrizes sanitárias.

Desafio 4) Adaptação às restrições causadas pela doença: mbora a programação da COVID-19 fosse beneficiar-se muito das discussões em painel e entrevistas em estúdio, bem como das visitas a aldeias remotas, estas actividades podem não ser possíveis devido à ameaça para os seus trabalhadores e para as pessoas que entrevista. No entanto, os programadores criativos poderão trabalhar em torno destas restrições. (Clique aqui para aceder ao guião do FRI sobre a realização de um painel de discussão através de telemóveis (em inglês)).

Desafio 5) Manter o seu pessoal e convidados em segurança: Uma estação de rádio costuma reunir o pessoal e os cidadãos para trabalharem num espaço fechado. Esta é, lamentavelmente, uma boa maneira de espalhar a COVID-19! Siga estas directrizes para manter uma estação segura:

  • Fazer o máximo de recepção, entrevista e edição possível ao ar livre, envolvendo apenas uma pessoa numa única máquina de gravação. Colocar o microfone do entrevistado num cabo que o manterá entre 1 a 2 metros de distância do entrevistador.
  • Certifique-se de que todo o pessoal e todos os convidados usam máscaras a todo o momento e trabalham pelo menos 1 a 2 metros uns dos outros.
  • Faça um plano rigoroso para higienizar regularmente a sua estação. Limpe todos os microfones, etc. com desinfectante entre as utilizações. (Não ponha desinfectante directamente no microfone, gravador ou mesa de controle. Borrife-o num tecido e depois use-o para limpar o equipamento.)
  • Certificar-se de que qualquer pessoal ou convidados que tenham sintomas de COVID-19 evitam vir à estação - mesmo para trabalhar ao ar livre.
  • Substituir entrevistas de estúdio por entrevistas telefónicas.
  • Apoiar o pessoal que não pode trabalhar porque tem de cuidar dos membros da família que têm COVID-19, bem como o pessoal afectado por confinamentos, encerramento de escolas, doenças, etc.

6. Como é que se começa?

Início 1) Confirmar a aprovação por parte da gestão da estação para o conceito do programa, o horário do programa, e para os anúncios diários de spots. Confirmar a aprovação por parte da gestão da estação para o pessoal do programa e para outros recursos necessários para fazer uma programação eficaz.

Início 2) Assegurar que o produtor/locutor tem uma boa compreensão da COVID-19 e das directrizes sanitárias e pode passar as informações mais importantes para o ar. O locutor deve também ter uma capacidade comprovada de simpatizar com os ouvintes, ajudá-los a falar das suas preocupações, lamentar as suas perdas, apoiá-los enquanto dão passos importantes, e celebrar os seus sucessos.

Início 3) Conceber o programa diário/semanal, e identificar e assegurar o pessoal, equipamento, e outros recursos necessários. Deve haver um programa diário ou semanal com duração de 15-60 minutos. Se possível, transmitir uma repetição de um programa semanal noutro dia e noutra hora.

Início 4) Conceber anúncios diários de spots (a serem transmitidos em intervalos da estação e durante outros programas) para reforçar as mensagens do programa principal sobre a COVID-19.

Início 5) Contacte a agência local que está a coordenar a resposta à COVID-19 na sua área. Conseguir que ela concorde a:

  • Fornecer uma tradução clara das directrizes nacionais de saúde na língua dos seus ouvintes.
  • Dar actualizações regulares sobre as actividades da COVID-19 que a agência está a desenvolver localmente.
  • Fornecer informação sobre que instalações médicas estão disponíveis para os ouvintes que têm sintomas graves, e que serviços estão disponíveis para as pessoas com sintomas menos graves. Aprender sobre os passos que os ouvintes precisam de tomar para contactar as suas instalações médicas.
  • Fornecer especialistas para entrevistas (por telefone ou presencialmente com distanciamento).
  • Promover a programação da sua estação sobre a COVID-19.
  • Fornecer regularmente dados sobre o estado da epidemia na sua área, por exemplo:
    • tendências de infecção na sua área: os casos estão a aumentar? Diminuem?
    • número de pessoas infectadas, (idosos, de meia-idade, jovens, crianças)
    • número de pessoas hospitalizadas
    • número de pessoas recuperadas
    • número de mortos
  • Fornecer notícias sobre "locais de destaque" responsáveis por um número significativo de infecções.

Se o seu contacto na agência local mais próxima para a COVID-19 não lhe der o que precisa, contacte a agência nacional que está a coordenar a resposta nacional à COVID-19. Descubra que apoio regular pode obter deles (por exemplo, notícias, entrevistas, etc.)

Pode ser difícil para muitas estações de rádio coordenar estas tarefas com agências locais ou nacionais. Neste caso, peça a grupos de mulheres, outras estações de rádio, centros de saúde, políticos locais, e líderes locais para se aproximarem junto à agência local ou nacional.

Início 6) Encontrar líderes locais bem informados que concordem em ser entrevistados regularmente e em participar de painéis de discussão (se possível) e em entrevistas individuais. Estas devem incluir líderes de:

  • Organizações de mulheres
  • Organizações lideradas por jovens e clubes escolares
  • Organizações de agricultores
  • Agências de saúde e médicas
  • Escolas e instituições de formação
  • Grupos de vendedores do mercado
  • Governos tradicionais e eleitos
  • Religiões observadas localmente
  • Conselheiros formados
  • Outros que exerçam uma liderança positiva na sua área.

Início 7) Encontrar cidadãos locais que tenham se recuperado da COVID-19 (ou que tenham familiares que tenham se recuperado) e que estejam dispostos a falar sobre a sua experiência. Isto ajudará a trazer à casa a realidade da doença. Ajudará também a quebrar o estigma que é dirigido a muitos sobreviventes, e a contrariar o mito de que uma vez infectado com a COVID-19, permanece-se com ela para toda a vida. Também ajudará as pessoas a interagir com aqueles que recuperaram sem os estigmatizar. Contacte os médicos tradicionais para ver se algum deles tem encaminhado doentes para clínicas, hospitais e centros de saúde, entreviste-os no ar, e pergunte porquê.

Início 8) Contactar outras estações de rádio rurais no seu país e descubrir o que elas estão a fazer e que ideias e recursos de programas podem compartilhar. Pode também utilizar os recursos da FRI sobre a COVID-19, disponíveis aqui (em inglês).

Início 9) Encontrar uma forma de obter feedback dos seus ouvintes e das autoridades sanitárias locais sobre a eficácia da sua programação sobre a COVID-19. Faça melhorias na sua programação ao longo do caminho. Por exemplo, você pode:

  • Receber chamadas e pergunte aos ouvintes o que pensam da sua programação actual sobre a COVID-19 e do que mais precisam.
  • Realizar uma sondagem telefónica
  • Fazer um painel de discussão com os líderes locais, perguntando-lhes as suas opiniões sobre a sua programação sobre a COVID-19 e o que mais precisam.

Início 10)Confirmar a aprovação por parte da gestão da estação para um plano de manutenção da segurança do pessoal da estação e do programa, e dos convidados. (Ver acima.)

Início 11) Anotar. A COVID-19 não é provavelmente a última pandemia que irá ver. Comece e mantenha um diário de notas delineando as lições aprendidas: por exemplo, o que funciona e o que não funciona, e como faria melhor numa futura epidemia.

Apêndice 1:

Onde podemos obter mais ajuda da Farm Radio International e de outras fontes para fazer uma programação eficaz sobre a COVID-19?

Encontre aqui o histórico da FRI, guiões práticos para emissoras, perguntas mais frequentes, fichas técnicas, e outros recursos sobre a COVID-19. Encontre aqui as nossas Histórias de Agricultores relacionadas a COVID-19 (e outras emergências aqui.)

Lista seleccionada de recursos da FRI sobre a COVID-19:

Outros recursos sobre a COVID-19 incluem:

Africa Check. All our coronavirus fact-checks in one place. https://africacheck.org/reports/live-guide-all-our-coronavirus-fact-checks-in-one-place/

Broom, F. Slightly dirty water ‘still ok’ against coronavirus. SciDev.Net. 20 March 2020. https://www.scidev.net/global/water/news/slightly-dirty-water-still-ok-against-coronavirus.html

Centers for Disease Control and Prevention, 2020. Clinical Questions about COVID-19: Questions and Answers. https://www.cdc.gov/coronavirus/2019-ncov/hcp/faq.html

Centers for Disease Control and Prevention, 2020. Discontinuation of Isolation for Persons with COVID-19 Not in Healthcare Settings (Interim Guidance). https://www.cdc.gov/coronavirus/2019-ncov/hcp/disposition-in-home-patients.html

Committee to Protect Journalists, 2020. CPJ Safety Advisory: Covering the coronavirus outbreak. https://cpj.org/2020/02/cpj-safety-advisory-covering-the-coronavirus-outbr.php

Farid, H., 2020. Intimacy, sex, and COVID-19. Harvard Health Publishing. https://www.health.harvard.edu/blog/intimacy-sex-and-covid-19-2020041519550

Farid, H., and Memon, B., 2020. Pregnant and worried about the new coronavirus? Harvard Health Publishing. https://www.health.harvard.edu/blog/pregnant-and-worried-about-the-new-coronavirus-2020031619212#q2

Harrison, Sylvie, and Cuddeford, Vijay, 2017. BH2: How to plan and produce effective emergency response programming for farmers. Farm Radio International. http://scripts.farmradio.fm/radio-resource-packs/105-farm-radio-resource-pack/plan-produce-effective-emergency-response-programming-farmers/

Harvard Health Publishing, 2020. COVID-19 basics. https://www.health.harvard.edu/diseases-and-conditions/covid-19-basics

Lewis, Katya Podkovyroff, 2020. Mental and physical health of reporters during COVID-19. https://ijnet.org/en/story/mental-and-physical-health-reporters-during-covid-19

Wenham, C., Smith, J., and Morgan, R., on behalf of the Gender and COVID-19 Working Group, 2020. COVID-19: the gendered impacts of the outbreak. The Lancet: Vol 395. https://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(20)30526-2/fulltext

World Health Organization, 2020. Q&A on coronaviruses (COVID-19). https://www.who.int/news-room/q-a-detail/q-a-coronaviruses.

World Health Organization. Coronavirus disease (COVID-19) advice for the public: Myth busters” https://www.who.int/emergencies/diseases/novel-coronavirus-2019/advice-for-public/myth-busters

Apêndice 2:

Exemplos de elementos e itens de programação que reflectem os seis objectivos da programação eficaz da sobre COVID-19

Aqui estão ideias de programação eficaz sobre a COVID-19 que cobrem os seis objectivos acima mencionados. Os programas eficazes sobre a COVID-19 devem abordar cada um destes objectivos, embora episódios individuais possam não cobrir todos os seis.

1) Fornecer notícias precisas sobre a situação da COVID-19 na sua área local e no seu país.

Prestar notícias sobre o progresso da epidemia localmente, e a resposta à mesma. Isto pode incluir:

  • Qual é o impacto da COVID-19 nas mulheres? E nos agricultores? E nos vendedores?
  • O que o governo está a fazer para combater a doença na sua área?
  • Qual é o impacto no abastecimento de alimentos, na nutrição, e no emprego?
  • Até que ponto as populações locais estão a cumprir as directrizes nacionais de saúde?

O governo ordenou aos cidadãos que tomassem medidas específicas?

Receber denúncias telefónicos de aldeias periféricas, destacando preocupações específicas e boas práticas.

Anunciar sobre quaisquer actividades de COVID-19 que surjam na sua área, por exemplo, datas ou datas estimadas em que a vacina estará disponível no seu país, e qual é o plano para a vacinação dos trabalhadores de saúde da linha da frente, pessoas com pré-condições de saúde, pessoas idosas, etc.

Aqui estão alguns exemplos de programas governamentais que apoiam directa ou indirectamente a indivíduos ou empresas durante a COVID:

  • No Ruanda, em conjunto com o encerramento total em Março de 2020, o governo distribuiu alimentos a famílias vulneráveis em todo o país, bem como fixou preços para 17 alimentos essenciais, incluindo arroz, esparguete, farinha de milho, feijão, sabão, óleo de cozinha, e papa instantânea. O governo também fixou preços para os alimentos processados, muitos dos quais são importados da China.
  • No Quénia, os programas de transferência de dinheiro existentes visam mais de um milhão de pessoas, que recebem 2.000 xelins quenianos, ou 19 dólares, por mês. O governo atribuiu mais 10 mil milhões de xelins a este programa para apoiar grupos vulneráveis, incluindo os idosos e os órfãos durante a pandemia.
  • No Burquina Faso, foi anunciado um novo programa de transferência monetária com 10 milhões de dólares para vendedores de frutas e legumes.

2) Corrigir notícias falsas e a desinformação

Corrija qualquer desinformação e notícias falsas que circulem na sua área. Receba chamadas telefónicas e peça aos ouvintes para falarem sobre qualquer informação suspeita ou alegações sobre a COVID-19 e como lidar com elas. Certifique-se de que tem um convidado que possa lidar com esta informação. Há uma enorme quantidade de notícias falsas, boatos, e mitos a circular sobre vários aspectos da pandemia da COVID-19, por exemplo, a divulgação de curas não substanciadas (terapia a vapor, calor, frio, cebola, alho, etc.) ou a sugestão de que a própria pandemia ou as várias vacinas fazem parte de uma conspiração política.

Para mais informações sobre como reconhecer e combater notícias falsas e desinformação, consulte Fake news: Como identifiá-las e o que fazer acerca (em inglês ) e Africa Check.

3) Transmitir e esclarecer repetidamente as orientações sanitárias, na língua dos seus ouvintes.

  • Peça com que o seu centro de saúde local forneça uma tradução clara das directrizes nacionais em matéria de saúde na língua dos seus ouvintes.
  • Crie um ou mais jingles memoráveis que cubram todas as directrizes principais, transmita-os dentro do seu programa sobre a COVID-19 e durante os intervalos da estação. Você pode transmitir as duas séries de spots da FRI sobre a COVID-19. Encontre-as aqui. (apenas inglês)
  • Transmita as directrizes sanitárias da COVID-19 durante todos os sete dias do seu programa semanal.
  • Passe no ar entrevistas alegres com crianças e outros, onde tentam recitar as directrizes - e enganam-se em algumas delas! Assegure-se de fazer as correcções com cuidado!
  • Peça aos ouvintes que criem poemas, adivinhas, ou canções sobre as directrizes.

Faça um questionário, ou uma chamada ou transmissão ao vivo no estúdio (com distanciamento adequado e outras medidas preventivas). Concentre o questionário nas formas de propagação da doença, mitos e desinformação, factos sobre a vacina, etc. O questionário deve misturar informação e entretenimento, e deve incluir um especialista que possa falar com autoridade, dissipando mitos e declarando factos.

4) Providenciar para os líderes locais uma oportunidade de mostrar liderança nos esforços para ajudar a parar a propagação da COVID-19.

Isto pode incluir:

  • expressar o seu apoio às directrizes sanitárias
  • explicar como as directrizes serão implementadas na sua organização
  • destacar quaisquer preocupações que eles tenham sobre a implementação das directrizes, e como irão lidar com essas preocupações.

5) Fornecer aos ouvintes a oportunidade de falar das suas preocupações sobre a adopção das directrizes - e fazer com que essas preocupações sejam tratadas por funcionários competentes, especialistas em saúde, e outros ouvintes.

Em tempos de grande stress, as pessoas recorrem frequentemente aos líderes locais respeitados pela simpatia, orientação, apoio e exemplo. Deve-se entrevistar líderes locais que sejam líderes tradicionais, oficiais cívicos, funcionários locais da saúde, chefes de organizações de agricultores e de mulheres, líderes religiosos, educadores, etc.

  • Ter regularmente um segmento de chamadas onde os ouvintes possam levantar as suas preocupações.
  • Trazer um convidado bem informado que possa lidar com as preocupações.
  • Se disponível, transmitir episódios de um drama que dramatiza a vida de uma família local vivendo com os desafios da COVID-19.

6) Apoiar ouvintes e organizações no esforço para superar desafios e adoptar orientações de saúde.

Iniciar o programa com uma música tema animada (assinatura) que forneça uma mensagem de que "juntos podemos vencer isto".

O locutor deve transmitir uma atitude geralmente positiva ao longo do programa, reconhecendo ao mesmo tempo a necessidade de solenidade ao entrevistar alguém que tenha sofrido perdas.

Entrevistar pessoas locais que tenham tomado medidas significativas para ajudar a comunidade a adoptar as directrizes, por exemplo.

  • Organizar de uma capacitação de produção de máscaras.
  • Organizar de um negócio de produção de sabão.
  • Marcação de espaços de distanciamento social no mercado para proteger a saúde tanto de vendedores como de compradores.
  • Conseguir que os homens participem da prestação de cuidados e outras tarefas domésticas e comunitárias.

Fornecer uma linha directa a que os cidadãos possam telefonar para explicar um problema que estejam a ter ao adoptar uma ou mais das directrizes. Ter uma pessoa com conhecimento que responda com uma resposta útil. Transmitir a chamada e a resposta no ar.

Fazer com que os cidadãos utilizem a linha directa para partilhar dicas sobre como estão a implementar uma ou mais das directrizes em situações complicadas. Proporcionar um prémio semanal para a pessoa com a melhor dica.

Mandar saudações a qualquer pessoa que viaje para a sua área para trabalhar na resposta local à COVID-19. Entrevistá-los no ar quando puder.

Terminar o programa com uma promoção positiva para o próximo episódio.

Organizar "dias" especiais ou programar eventos onde se celebram várias realizações da COVID-19, como por exemplo:

  • Uma redução do número de novos casos comunicados pelas autoridades sanitárias
  • A abertura de um novo grupo de fabrico de máscaras

Entrevistar pessoas locais que estão a tomar medidas positivas para se manterem saudáveis e para ajudar os outros a serem saudáveis.

Entrevistar uma pessoa que foi infectada e tratada para a COVID-19 e recebeu um tratamento útil.

Manter uma discussão telefónica regular que encoraje os ouvintes a levantar as suas preocupações, e que permita aos especialistas e outros ouvintes explicar como ultrapassar essas preocupações.

Sempre que possível, ter uma componente de "votação por beep" onde os ouvintes podem votar por telefone sobre quais são os desafios mais importantes que enfrentam ao implementar as orientações. Ter uma pessoa conhecedora para responder aos resultados da votação.

Terminar com uma promoção para o seu próximo programa com destaque para o seu conteúdo mais importante.

Celebrar as realizações dos cidadãos e das organizações na implementação das directrizes nacionais de saúde.

Resumir os pontos importantes que os ouvintes devem recordar deste episódio.

Agradecer aos ouvintes e a todos os que contribuíram para o programa, e fornecer uma mensagem final de esperança e apoio.

Tocar uma música extro Sig (tema de fecho) que reforça o espírito de optimismo “se trabalharmos todos juntos.”

Apêndice 3:

Modelo de roteiro para um episódio de um programa sobre a COVID-19

Modelo 1

Modelo 2

Reconhecimentos

Com a contribuição de: Doug Ward, Ex-presidente, Farm Radio International.

Este recurso foi traduzido com o apoio de uma doação da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit GmbH (GIZ) que implementa o projecto do Centro de Inovação Verde